A ausência do presidente da Câmara de Vereadores de Concórdia, Closmar Zagonel (MDB), durante a agenda política realizada na sexta-feira (26), em Concórdia, repercutiu entre lideranças do partido e não foi bem recebida por parte dos emedebistas do município e da região da AMAUC.
O evento reuniu o pré-candidato ao Governo de Santa Catarina, João Rodrigues (PSD), o deputado federal Carlos Chiodini (MDB), pré-candidato a vice-governador, o deputado estadual Antídio Lunelli (MDB), pré-candidato ao Senado, e o senador Esperidião Amin (PP), também pré-candidato ao Senado. Pela manhã, o grupo concedeu entrevistas aos veículos de comunicação de Concórdia e, na sequência, participou de um encontro regional com lideranças políticas que apoiam a aliança formada por PSD, MDB, Federação União Progressista (PP/União Brasil) e partidos aliados.
A agenda também contou com a presença de diversas lideranças de Concórdia ligadas ao MDB, entre elas a presidente do partido no município, Honeslisa Malacarne, e o vereador Honestino Malacarne Júnior (MDB).
Foi justamente a ausência de Zagonel que chamou a atenção. Pré-candidato a deputado federal, o presidente da Câmara não participou nem das entrevistas à imprensa nem do encontro político, decisão que, segundo apuração do Página Quatro, desagradou lideranças do MDB de Concórdia e da região.
O desconforto é explicado principalmente pela relação política construída por Zagonel com Carlos Chiodini e Antídio Lunelli. Na eleição de 2022, o vereador atuou na campanha de Chiodini para deputado federal e também apoiou a eleição de Lunelli para a Assembleia Legislativa. Por isso, integrantes do partido esperavam sua presença em um dos principais atos da pré-campanha da coligação no Alto Uruguai Catarinense.
A decisão, no entanto, dividiu opiniões. Há quem avalie que, na condição de presidente da Câmara, Zagonel priorizou compromissos institucionais. Outros entendem que sua participação seria importante para prestigiar duas das principais lideranças estaduais do MDB e demonstrar alinhamento com o projeto político construído pela sigla.
Ainda é cedo para medir os reflexos políticos da ausência. No entanto, o episódio evidencia que, em um momento de intensa articulação para a formação das chapas de 2026, cada movimento dos pré-candidatos passa a ser observado atentamente pelas lideranças partidárias.





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