O presidente estadual do PT em Santa Catarina, Décio Lima (PT), voltou a colocar o debate sobre a jornada de trabalho e a sucessão eleitoral de 2026 no centro da discussão política catarinense. Em entrevista ao Grupo ND, o petista defendeu o fim da escala 6x1, criticou adversários ligados ao bolsonarismo e reforçou que pretende disputar uma vaga ao Senado.
Durante a entrevista, Décio afirmou que o debate sobre a redução da jornada de trabalho precisa deixar de ser tratado como ameaça econômica e passar a ser encarado como uma pauta de “humanização do trabalho”.
“O que nós estamos falando é de humanizar, de dar uma vida com mais dignidade para os trabalhadores”, afirmou.
O petista também rebateu críticas de setores empresariais que alegam impacto negativo da proposta sobre a economia. Segundo ele, a discussão já ocorreu em outros momentos históricos, como nas férias remuneradas, no 13º salário e na redução da carga horária diária.
Senado vira prioridade do PT em Santa Catarina
Décio Lima deixou claro que o Senado passou a ser prioridade dentro da estratégia do PT catarinense para 2026. Segundo ele, Santa Catarina precisa voltar a ter representação alinhada ao governo federal para ampliar investimentos e influência política em Brasília.
Na entrevista, o petista afirmou que pretende levar para a campanha o legado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de defender obras federais executadas no Estado.
Entre os exemplos citados por Décio estão investimentos em infraestrutura e ações financiadas pelo governo federal em Santa Catarina.
Aliança com Merisio e construção do campo democrático
Outro ponto abordado por Décio Lima foi a aproximação política com Gelson Merisio (PSB). O petista classificou a construção da aliança como parte da reorganização do chamado “campo democrático” em Santa Catarina.
Segundo ele, o objetivo é ampliar o diálogo entre partidos de centro-esquerda e setores que fazem oposição ao bolsonarismo no Estado.
Décio relembrou a eleição de 2022 e afirmou que, mesmo enfrentando condições adversas, conseguiu levar a disputa ao segundo turno contra Jorginho Mello (PL).
“Em 2022, ninguém acreditava que chegaríamos ao segundo turno”, destacou.
Banco Master entra no debate político
A entrevista também teve espaço para críticas aos adversários políticos e ao escândalo envolvendo o Banco Master. Décio Lima acusou setores ligados ao bolsonarismo de tentarem transferir responsabilidades políticas e afirmou que parte da direita terá de explicar episódios recentes ao eleitorado.
O petista aproveitou para citar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e defendeu que o debate político de 2026 será marcado por confronto direto entre projetos ideológicos distintos.
Debate nacional chega ao cenário catarinense
A entrevista evidencia que temas nacionais, como relações de trabalho, economia e polarização política, já começam a influenciar diretamente a pré-campanha em Santa Catarina.
Enquanto o campo ligado ao governador Jorginho Mello (PL) e ao bolsonarismo busca consolidar nomes competitivos para o Senado, o PT tenta transformar pautas sociais e o alinhamento com Lula em ativos eleitorais para 2026.
Foto: Reprodução | Grupo ND





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