Bruno Dantas formalizou renúncia na segunda-feira e, no dia seguinte, Rodrigo Pacheco já estava aprovado pelo Senado por 63 votos a 4; Câmara analisa indicação nesta quarta-feira
A definição do novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) ganhou ritmo acelerado em Brasília. Em questão de horas, a vaga aberta com a saída antecipada de Bruno Dantas teve um nome apresentado e aprovado pelo Senado, restando agora a análise da Câmara dos Deputados.
Bruno Dantas formalizou nesta segunda-feira (31) seu pedido de renúncia ao cargo de ministro do TCU, encerrando uma passagem de 12 anos pela Corte. A vaga ocupada por Dantas pertence à parcela de cadeiras cuja escolha cabe ao Congresso Nacional e, neste caso, a indicação tem origem no Senado.
No mesmo dia em que a renúncia foi formalizada, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), apresentou o Projeto de Decreto Legislativo 995/2026 indicando o senador e ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para ocupar a cadeira.
A indicação já nasceu com forte articulação política. Além de Alcolumbre, o projeto recebeu assinaturas de senadores de diferentes partidos e campos políticos, incluindo nomes do PT, PL, MDB, PP, PSD, Republicanos, PDT e PSB.
E a tramitação foi rápida.
Nesta terça-feira (1º), apenas um dia depois da formalização da renúncia de Bruno Dantas e da apresentação da indicação, o nome de Rodrigo Pacheco já estava no Plenário do Senado.
O resultado demonstrou o tamanho do acordo construído em torno do ex-presidente da Casa: Pacheco recebeu 63 votos favoráveis e apenas quatro contrários.
A votação foi secreta.
A tramitação também foi acelerada dentro do Senado. A indicação avançou diretamente para análise do Plenário após a aprovação de requerimento que permitiu dar urgência ao processo.
Agora, o vapt-vupt segue para a Câmara dos Deputados.
O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que os deputados analisarão a indicação já nesta quarta-feira (2), às 11h, por meio de votação eletrônica.
Caso obtenha o aval da Câmara, o processo seguirá para a nomeação pelo presidente da República.
Rodrigo Pacheco está no último ano de seu mandato no Senado e já anunciou que não disputará a reeleição. Advogado, foi deputado federal por Minas Gerais antes de chegar ao Senado e comandou a Casa e o Congresso Nacional durante dois biênios.
Pacheco também chegou a ser apontado como possível nome para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), mas agora está muito próximo de seguir outro caminho.
A velocidade da movimentação chama atenção. Na segunda-feira, Bruno Dantas formalizou a renúncia e Alcolumbre apresentou a indicação. Na terça, o Senado aprovou Pacheco por 63 votos a 4. Na quarta, será a vez da Câmara analisar o nome.
Em Brasília, pelo menos para algumas decisões, o vapt-vupt funciona.





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