Vereadora não acompanha candidaturas de Edilson Massocco e Closmar Zagonel; posicionamento também levanta questionamentos sobre a futura presidência da Câmara
A vereadora Fernanda Dilda (PL) publicou um vídeo em suas redes sociais reafirmando apoio a Fernando Cordeiro (PL), candidato a deputado federal, e à deputada estadual Ana Campagnolo (PL), que concorre à reeleição.
A parlamentar já havia manifestado apoio aos dois candidatos, mas agora gravou um vídeo fazendo diretamente o pedido de voto. Na publicação, apresenta Cordeiro como representante do Oeste catarinense e destaca que ele é o nome apoiado por Caroline De Toni (PL) para sucedê-la na Câmara dos Deputados.
“Esses serão os meus votos e espero que sejam os seus também”, afirma Dilda
A manifestação reforça uma posição diferente daquela adotada por boa parte da base do PL em Concórdia e distancia ainda mais a vereadora de importantes lideranças locais do próprio partido.
Enquanto Dilda trabalha pela reeleição de Campagnolo para a Assembleia Legislativa, vereadores e lideranças locais do PL estão envolvidos na candidatura do ex-prefeito Edilson Massocco (PL) a deputado estadual.
Para deputado federal, Dilda também segue outro caminho. Seu candidato é Fernando Cordeiro, enquanto parte da base apoia o atual presidente da Câmara de Vereadores, Closmar Zagonel, que disputa uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Alguns vereadores estão alinhados às duas candidaturas locais — Massocco para estadual e Zagonel para federal — enquanto outros apoiam pelo menos um dos dois.
E a próxima presidência da Câmara?
O posicionamento de Fernanda Dilda também acrescenta um novo ingrediente às articulações para a próxima Mesa Diretora da Câmara de Concórdia.
Nos bastidores, a informação é de que existe um entendimento para a divisão da presidência do Legislativo durante a atual legislatura. Os dois primeiros anos ficariam com o grupo do atual presidente, Closmar Zagonel, enquanto os dois últimos seriam destinados à bancada do PL.
Dentro desse pré-acordo, Fernanda Dilda seria o nome para assumir a presidência da Câmara em 2027.
A questão agora é saber se o cenário eleitoral poderá interferir nessa composição.
Até o momento, não há informação de que o pré-acordo tenha sido desfeito ou de que Dilda tenha deixado de ser considerada para assumir a presidência.
Mas o posicionamento adotado durante a campanha amplia o distanciamento político e coloca uma pergunta nos bastidores: o não apoio de Fernanda Dilda a Massocco e Zagonel poderá pesar na escolha da próxima presidência da Câmara?
A resposta deverá começar a aparecer tão logo tenhamos os resultados de outubro.






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