Após três baixas, Carol de Toni define empresário de Joinville como primeiro suplente ao Senado

Depois de enfrentar uma sequência de mudanças na composição de sua chapa, a candidata ao Senado Carol de Toni (PL) anunciou o advogado, empresário e incorporador Geraldo Wetzel Neto, de Joinville, como seu primeiro suplente nas eleições de 2026. A escolha encerra um período de indefinição que marcou a formação da chapa ao Senado.

 

A definição ocorre após três tentativas frustradas para preencher a vaga. O primeiro nome anunciado, o empresário Juliano Ávila Custódio, desistiu da candidatura por problemas relacionados ao prazo de desincompatibilização. Em seguida, o ex-senador Beto Martins (PL) chegou a ser convidado, mas recusou a suplência. Agora, Carol aposta em um nome ligado ao setor empresarial e ao Partido Novo para fortalecer sua presença política no Norte de Santa Catarina. 

 

Natural de Joinville, Wetzel atua há mais de duas décadas nas áreas de direito tributário, planejamento empresarial e desenvolvimento imobiliário. É sócio de um escritório de advocacia, lidera a área tributária da banca e participa da estruturação de empreendimentos em Joinville, Barra Velha e Balneário Piçarras. 

 

Na política, o novo suplente foi conselheiro do Partido Novo em Joinville e tem atuação voltada a temas como ambiente de negócios, simplificação tributária e segurança jurídica para empresas. A aproximação entre PL e Novo na chapa também reforça a aliança construída entre as duas siglas nas eleições estaduais deste ano. 

 

Outro aspecto destacado pela campanha é a tradição política da família. Geraldo Wetzel Neto é neto de Geraldo Wetzel, que foi prefeito de Joinville e também secretário da Fazenda de Santa Catarina, reforçando a ligação familiar com a administração pública catarinense. 

 

Segundo a campanha de Carol de Toni, a escolha busca ampliar a representatividade regional da candidatura e estreitar o diálogo com o Norte catarinense, uma das regiões de maior peso econômico e eleitoral do Estado. A avaliação é de que a presença de um empresário joinvilense na chapa fortalece a candidatura junto ao setor produtivo e amplia a capilaridade política na maior cidade de Santa Catarina.