Lula reforça articulação em Santa Catarina com Gelson Merísio e Décio Lima e busca pelo menos repetir os cerca de 30% dos votos obtidos em 2022

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou a articulação política em Santa Catarina com foco nas eleições de 2026. A estratégia passa pelo fortalecimento de duas lideranças consideradas fundamentais no Estado: Gelson Merísio, candidato ao Governo de Santa Catarina, e Décio Lima, candidato ao Senado e uma das principais lideranças do PT catarinense.


Na última semana, Lula reuniu Merísio e Décio Lima durante a convenção nacional do PT, em São Paulo, reforçando a importância das duas candidaturas na estratégia eleitoral da centro-esquerda em Santa Catarina. Também participaram do encontro a candidata a vice-governadora, Ângela Albino, e o candidato ao Senado, Afrânio Bopré, consolidando o palanque que dará sustentação à campanha presidencial no Estado.

 

A parceria entre Merísio e Décio não é recente. Em 2022, Décio Lima foi o candidato ao Governo de Santa Catarina e entrou para a história ao se tornar o primeiro petista a disputar um segundo turno no Estado. Naquela eleição, Gelson Merísio integrou a aliança política que apoiou a candidatura e participou das articulações da campanha.

 

Agora, em 2026, os papéis se invertem. Gelson Merísio é o candidato ao Governo de Santa Catarina, enquanto Décio Lima disputa uma vaga no Senado, formando as principais candidaturas do campo da centro-esquerda no Estado.

 

O objetivo declarado da campanha é, no mínimo, repetir o desempenho eleitoral de 2022, quando Lula conquistou cerca de 30% dos votos válidos no segundo turno em Santa Catarina.

 

Entretanto, informações palacianas revelam que a meta traçada internamente é mais ambiciosa: alcançar aproximadamente 40% dos votos no Estado em 2026. A avaliação é de que o fortalecimento das candidaturas de Gelson Merísio ao Governo e de Décio Lima ao Senado será determinante para ampliar a presença eleitoral de Lula em Santa Catarina e reduzir a diferença registrada nas últimas eleições.


A expectativa é de que a campanha ganhe intensidade a partir da segunda quinzena de agosto, com maior presença de Lula no Estado, agendas de lideranças nacionais e o fortalecimento da estrutura eleitoral da coligação. O desafio da campanha será transformar a articulação política construída nos bastidores em crescimento nas urnas, consolidando um palanque competitivo em um dos estados historicamente mais conservadores do país.