A Secretaria de Gestão Urbana de Concórdia anunciou, no mês de maio, o início da operação de limpeza e desassoreamento do Rio dos Queimados e de seus afluentes. A ação foi apresentada como uma medida preventiva para melhorar a vazão do rio e reduzir os riscos de alagamentos, contando com equipes da própria secretaria e o reforço de uma empresa terceirizada contratada para dar mais agilidade aos serviços.
Na ocasião, a secretaria informou que os trabalhos seriam orientados pela Defesa Civil e incluiriam a retirada de sedimentos, galhos, vegetação e outros materiais acumulados no leito do rio. A iniciativa fazia parte das ações preventivas diante da previsão de eventos climáticos extremos e do risco de chuvas intensas.
Quase três meses depois, a redação da Página Quatro recebeu imagens que mostram um trecho do Rio dos Queimados, na altura da Rua Oreste Farina, nas proximidades da Associação dos Motoristas de Concórdia (AMC), ainda com grande acúmulo de galhos, troncos, vegetação e lixo.
O material ocupa boa parte do canal e pode comprometer o escoamento da água durante períodos de chuva intensa. A situação tem gerado preocupação entre moradores da região, principalmente diante dos frequentes alertas emitidos pela Defesa Civil para a possibilidade de chuvas prolongadas em Santa Catarina.
As fotografias indicam que o cronograma de limpeza ainda não alcançou esse trecho do rio, localizado na altura da Rua Oreste Farina, onde os obstáculos permanecem comprometendo a vazão da água. Embora a operação tenha sido iniciada em maio, o local continua aguardando a chegada das equipes responsáveis pela limpeza.
A expectativa dos moradores é de que a Secretaria de Gestão Urbana agilize os trabalhos e inclua esse trecho entre as prioridades da operação, evitando que o acúmulo de entulhos possa agravar os riscos de alagamentos em períodos de chuvas mais intensas.





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