A crise interna na família Bolsonaro ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (29). A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) deixou de seguir nas redes sociais os enteados Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), em um movimento interpretado como mais um sinal do desgaste entre ela e parte da família do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A mudança ocorre poucos dias após Michelle divulgar um vídeo em que afirmou ter sido “humilhada”, “desrespeitada” e “maltratada” pelo senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), durante uma conversa telefônica sobre as articulações políticas do Partido Liberal no Ceará. Segundo ela, o episódio marcou um rompimento na relação política e pessoal entre ambos.
Apesar das declarações e da repercussão do caso, Michelle continua seguindo Flávio nas redes sociais. O senador também mantém o perfil da madrasta entre os que acompanha, mesmo após ter feito um pedido público de desculpas e de dirigentes do PL tentarem reduzir os efeitos da crise.
O episódio ocorre em um momento delicado para o Partido Liberal, às vésperas da campanha presidencial de 2026. Nos bastidores, o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, tem atuado para tentar pacificar o conflito e evitar que a divisão familiar afete a campanha de Flávio Bolsonaro, escolhido por Jair Bolsonaro como pré-candidato do grupo político à Presidência da República.
A decisão de Michelle de deixar de seguir Eduardo, Carlos e Jair Renan foi amplamente repercutida nas redes sociais e reforçou a percepção de que o desentendimento ultrapassou o campo político e atingiu também as relações familiares. Até o momento, nenhum dos três enteados se manifestou publicamente sobre o gesto da ex-primeira-dama.






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