O senador Flávio Bolsonaro publicou nesta quarta-feira (13) um vídeo nas redes sociais no qual confirmou que procurou o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, em busca de patrocínio privado para a produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na gravação, Flávio afirmou que “não houve dinheiro público” envolvido no projeto e rebateu críticas após a divulgação de áudios e mensagens revelados pelo site The Intercept Brasil.
“Foi um filho procurando investidores privados para fazer um filme privado sobre a história do próprio pai”, declarou o senador.
Segundo Flávio Bolsonaro, ele conheceu Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, período em que, segundo ele, ainda não havia acusações públicas contra o empresário. O senador também admitiu que voltou a procurar Vorcaro posteriormente porque parcelas do financiamento prometido para o filme estavam atrasadas.
“Com o passar do tempo, ele simplesmente parou de honrar as parcelas do contrato”, afirmou.
O senador disse ainda que havia preocupação de o longa não ser concluído por falta de recursos e confirmou que buscou outros investidores para finalizar a produção. No vídeo, Flávio também afirmou que o filme já estaria pronto e deverá estrear nos cinemas brasileiros ainda em 2026.
Além da defesa do projeto cinematográfico, Flávio Bolsonaro aproveitou a manifestação para defender a instalação da CPI do Banco Master no Congresso Nacional.
“Mais do que nunca é fundamental a CPI do Banco Master já. Vamos separar os bandidos dos inocentes”, declarou.
A fala ocorre após a divulgação de reportagens que apontam negociações entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro envolvendo valores milionários para financiar o filme “Dark Horse”. Reportagem do The Intercept Brasil afirma que o empresário teria prometido cerca de US$ 24 milhões — aproximadamente R$ 134 milhões na cotação da época — para a produção do longa.
O caso ganhou forte repercussão política em Brasília e já começou a ser explorado por parlamentares governistas, que passaram a pressionar pela instalação de uma CPI para investigar possíveis relações entre o Banco Master, empresários e agentes políticos.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, sustenta que não houve irregularidade e classifica o caso como uma negociação privada para financiamento de uma obra cinematográfica.





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