O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) decidiu neste sábado (7) rejeitar o convite para integrar uma federação partidária com o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Partido Verde (PV). Apesar da recusa, a direção nacional da legenda aprovou uma resolução declarando apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de 2026.
A decisão foi tomada durante reunião do Diretório Nacional do PSOL. Conforme a resolução aprovada, o partido entende que apoiar Lula já no primeiro turno é consequência da estratégia política adotada pela legenda nos últimos anos, centrada no enfrentamento da extrema-direita no país.
Segundo o documento aprovado pela direção do partido, para o PSOL apoiar Lula já no primeiro turno das eleições de 2026 é uma consequência natural da prioridade política que vem sendo demonstrada ao longo dos últimos anos: enfrentar e derrotar a extrema-direita.
A resolução também afirma que a posição política adotada pela legenda busca dar continuidade à estratégia de enfrentamento ao bolsonarismo e à extrema-direita no cenário político nacional.
Federação PSOL–Rede será mantida
Durante o encontro, a direção do PSOL também decidiu renovar por mais quatro anos a federação partidária com a Rede Sustentabilidade, formada nas eleições de 2022.
Segundo avaliação da direção nacional do partido, a experiência da federação com a Rede foi considerada positiva tanto do ponto de vista político quanto eleitoral.
“O balanço da experiência atual da Federação PSOL-Rede nos últimos quatro anos foi positivo e se mostra novamente importante para que os partidos ultrapassem a cláusula de barreira nas eleições deste ano e, ao mesmo tempo, aumentem suas bancadas federais e estaduais com autonomia política”, afirma o texto aprovado.
Debate sobre federações na esquerda
Nos bastidores da política nacional, o convite para uma federação mais ampla envolvendo PT, PCdoB e PV vinha sendo discutido como uma tentativa de reorganizar o campo da esquerda para as eleições de 2026.
A legislação eleitoral brasileira permite que partidos formem federações, que funcionam como uma espécie de aliança obrigatória por pelo menos quatro anos. Diferentemente das antigas coligações eleitorais, as federações exigem atuação conjunta das siglas em todo o país durante esse período.
Dentro do PSOL, porém, a proposta encontrou resistências. Parte da legenda avalia que uma federação liderada pelo PT poderia reduzir a autonomia política do partido.
Estratégia para ampliar bancada
Na resolução aprovada neste sábado, o PSOL também afirma que pretende ampliar sua presença no Congresso Nacional e nas assembleias legislativas estaduais.
Segundo a direção do partido, a estratégia passa por fortalecer a federação com a Rede Sustentabilidade e ampliar a representação parlamentar do campo progressista.






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