Confronto ocorreu a uma semana do segundo turno e reuniu discussões sobre segurança, saúde e economia, além de acusações entre os candidatos
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) se enfrentaram neste domingo (18), no primeiro debate direto entre os candidatos à Presidência nesta campanha. Realizado a uma semana do segundo turno, marcado para 25 de outubro, o encontro teve troca de acusações, provocações e apresentação de propostas em áreas como segurança pública, saúde e economia.
O formato incluiu duas oportunidades em que cada candidato teve 15 minutos para administrar o próprio tempo, alternando perguntas, respostas e apresentação de propostas. Esses momentos foram intercalados com perguntas dos jornalistas Adriana Araújo e Eduardo Oinegue.
Logo no início, acusações envolvendo os candidatos e seus familiares ocuparam parte da discussão. Flávio questionou Lula sobre a relação de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, com a empresária Roberta Luchsinger. O presidente respondeu que o caso deve ser apurado pela Polícia Federal.
Lula, por sua vez, cobrou explicações sobre um suposto pedido de recursos de Flávio ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. Os dois também trocaram críticas sobre seus históricos políticos.
Na segurança pública, Flávio defendeu o endurecimento das ações contra o crime organizado e a ampliação do uso de câmeras para identificar criminosos. Lula sustentou a aprovação da PEC da Segurança e a criação de um Ministério da Segurança Pública para coordenar ações com estados e municípios.
Na saúde, o candidato do PL apresentou a proposta de um SUS com “Padrão Einstein” e defendeu prontuário eletrônico integrado e telemedicina. O candidato do PT destacou a expansão do Mais Médicos e o acesso a medicamentos, além de criticar a condução da pandemia no governo Jair Bolsonaro.
A discussão econômica incluiu custo de vida, juros e endividamento. Flávio criticou os preços de produtos básicos e prometeu medidas para ampliar o poder de compra. Lula comparou sua gestão com a do governo anterior e defendeu distribuição de renda e renegociação de dívidas.
Os candidatos também discutiram relações internacionais e o fim da escala de trabalho 6x1. Em meio às acusações de corrupção, Lula propôs que ambos abrissem os sigilos bancários e telefônicos antes da votação.
O encontro deste domingo foi a primeira oportunidade da campanha em que os dois presidenciáveis responderam diretamente um ao outro em debate. Durante o primeiro turno, eles não haviam participado juntos dos confrontos entre candidatos.





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