Abstenção atingiu 21,08% no Brasil e 18,95% em Santa Catarina; Justiça Eleitoral pretende ampliar a participação no segundo turno
Mais de 33,4 milhões de brasileiros não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições de 2026, realizado no domingo, 4 de outubro. A abstenção atingiu 21,08% do eleitorado, acima dos 20,93% registrados em 2022, conforme os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em Santa Catarina, o percentual ficou abaixo da média nacional. Dos eleitores aptos a votar para presidente, 18,95% não compareceram, o equivalente a 1.086.492 pessoas. A diferença em relação ao índice brasileiro foi de 2,13 pontos percentuais.
Entre os catarinenses que participaram da votação para a Presidência da República, 69.007 votaram em branco, correspondendo a 1,48%, e 78.255 anularam o voto, o equivalente a 1,68%.
No país, dos cerca de 158,7 milhões de brasileiros aptos a votar, aproximadamente 125,2 milhões compareceram às seções eleitorais. Na disputa presidencial, os votos em branco somaram cerca de 2,3 milhões, ou 1,84% dos votos, enquanto os nulos representaram 2,93%, com aproximadamente 3,6 milhões.
Abstenção cresce nas últimas eleições
Os dados das eleições gerais mostram um aumento das ausências desde 2010. Naquele ano, 24,6 milhões de eleitores deixaram de votar no primeiro turno, uma abstenção de 18,12%.
Em 2014, o percentual chegou a 19,39%, com 27,7 milhões de ausentes. Em 2018, subiu para 20,33%, atingindo 29,9 milhões. Já em 2022, foram 32,7 milhões de eleitores que não compareceram, o equivalente a 20,93%.
Em 2026, o total chegou a 33.469.244 ausentes. Na comparação com 2022, foram aproximadamente 730 mil eleitores a mais que deixaram de participar da votação.
Nas eleições municipais de 2024, a abstenção no primeiro turno foi de 21,68%, com cerca de 33,7 milhões de ausentes.
Mobilização para o segundo turno
O TSE pretende intensificar as ações para ampliar o comparecimento no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Segundo o presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, a mobilização deve alcançar especialmente os grupos para os quais o voto é facultativo, incluindo os eleitores mais idosos.
Entre as iniciativas mencionadas estão conteúdos de incentivo à participação e ações de comunicação voltadas a diferentes públicos.
Os dados também mostram diferenças expressivas entre os municípios. Oito das dez cidades com as maiores taxas de abstenção no primeiro turno ficam em Minas Gerais. Rio Vermelho registrou o maior índice do país, com pouco mais de 40% dos eleitores ausentes.





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