Três candidatos à Presidência cumpriram agendas em Santa Catarina neste sábado (19), levando temas nacionais e propostas voltadas ao Estado para a reta final da campanha
Santa Catarina recebeu neste sábado (19) três candidatos à Presidência da República. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Renan Santos (Missão) percorreram diferentes regiões do Estado e aproveitaram as agendas para apresentar propostas, criticar adversários e abordar temas diretamente relacionados aos catarinenses.
Lula esteve em Florianópolis, Flávio cumpriu compromissos em Joinville e Chapecó, enquanto Renan passou por Criciúma e Florianópolis.
Lula fala em acabar com bets e cobra apoio do agro
Em Florianópolis, Lula participou de ato na Praça Tancredo Neves acompanhado de candidatos e lideranças de sua coligação em Santa Catarina, entre eles Gelson Merisio (PSB).
Um dos principais temas do discurso foram as apostas esportivas on-line. Lula afirmou que pretende acabar com as bets e disse que tratará do assunto com o Ministério da Fazenda e o Banco Central. Segundo ele, o endividamento provocado pelas apostas é uma das razões para defender a medida.
Outra declaração que repercutiu foi direcionada ao agronegócio catarinense. Ao defender os recursos destinados ao setor por seu governo, Lula afirmou que, considerando o volume de investimentos, produtores deveriam “não só votar, mas se ajoelhar” para ele. O presidente também questionou a resistência de parte do setor à sua candidatura.
Lula ainda mencionou o caso Banco Master, as investigações envolvendo o INSS e suspeitas relacionadas ao próprio filho, Fábio Luís Lula da Silva, defendendo que o Supremo Tribunal Federal investigue os envolvidos.
Flávio critica reajuste do Bolsa Família e ministros do STF
Flávio Bolsonaro iniciou a agenda catarinense em Joinville, onde participou de ato na Expoville ao lado do governador e candidato à reeleição Jorginho Mello (PL), do candidato a vice Adriano Silva (Novo) e dos candidatos ao Senado Carlos Bolsonaro e Caroline De Toni, ambos do PL.
Flávio criticou o reajuste de 15,04% do Bolsa Família, que elevará o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691. O candidato atribuiu a decisão ao momento eleitoral. Apesar das críticas, afirmou que, caso seja eleito, manterá o novo valor.
O candidato do PL também voltou a fazer críticas ao Supremo Tribunal Federal, especialmente ao ministro Alexandre de Moraes, e defendeu seu impeachment. Em outras áreas, falou em redução de impostos, incentivo ao empreendedorismo e classificação de organizações criminosas como PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas.
Flávio também apresentou Santa Catarina como uma referência para políticas que pretende levar ao governo federal, citando segurança pública, parcerias e concessões. Depois de Joinville, seguiu para Chapecó, onde participou de outro ato de campanha.
Renan coloca infraestrutura catarinense no centro do discurso
Renan Santos concentrou parte da passagem por Santa Catarina em questões estruturais do Estado. Em Criciúma, o candidato defendeu ampliar os investimentos nacionais em infraestrutura dos atuais cerca de 2% para 4,5% do PIB, segundo os números apresentados por ele durante entrevista.
Entre os problemas catarinenses abordados por Renan estiveram rodovias, ferrovias, armazenamento da produção e a ligação logística entre o Oeste e os portos.
O candidato também tratou dos impactos dos eventos climáticos e prometeu ampliar investimentos em prevenção a desastres, argumentando que infraestrutura deve ser utilizada tanto para melhorar a logística quanto para reduzir perdas humanas provocadas por enchentes e outros eventos extremos.
Depois de Criciúma, Renan seguiu para Florianópolis, onde realizou encontro com apoiadores no Parque da Luz. A passagem integra a caravana “Futuro Glorioso Tour”. A programação em Santa Catarina continua neste domingo (20), com compromissos em Balneário Camboriú e Blumenau.
Santa Catarina entra no foco da campanha presidencial
A presença de três candidatos no mesmo sábado coloca Santa Catarina no centro da movimentação presidencial na reta final antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
As agendas também mostraram estratégias distintas: Lula concentrou parte do discurso no agronegócio e nas apostas on-line; Flávio Bolsonaro priorizou críticas ao governo federal e ao STF e apresentou propostas econômicas e de segurança; enquanto Renan Santos buscou relacionar sua campanha às demandas catarinenses por infraestrutura e logística.





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