Em evento organizado pela ACIC, candidato prometeu uma gestão diferente e apresentou propostas para habitação, saúde, educação e infraestrutura
O candidato ao governo de Santa Catarina João Rodrigues (PSD) afirmou acreditar que a disputa estadual será decidida no segundo turno e declarou voto em Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República já no primeiro turno. As manifestações ocorreram nesta quinta-feira, 1º de outubro, durante encontro com empresários na Associação Empresarial de Concórdia (ACIC).
Em entrevista durante o evento, Rodrigues contestou os resultados das pesquisas eleitorais divulgadas e afirmou que os levantamentos citados por ele apontam um cenário diferente. Demonstrou expectativa de chegar ao segundo turno e disse que disputar contra a estrutura de um governo torna a campanha mais difícil.
Gestão diferente e propostas para o Estado
Na palestra, Rodrigues afirmou que quer comandar Santa Catarina para fazer uma gestão diferente, levando para outras regiões experiências que deram certo nos quatro mandatos à frente da Prefeitura de Chapecó.
Entre os compromissos anunciados estão a construção de 60 mil unidades habitacionais e o planejamento da construção de 16 hospitais em Santa Catarina. Na educação, defendeu um ensino médio voltado à formação técnica e profissionalizante.
Rodrigues afirmou que pretende ampliar a articulação com o governo federal, independentemente de quem seja o presidente. Segundo ele, os interesses de Santa Catarina devem estar acima das diferenças políticas.
O candidato também disse que, se eleito governador, pedirá ao presidente da República a revogação da reforma tributária, que, em sua avaliação, prejudica os estados.
Saúde como prioridade regional
Rodrigues apontou a regionalização da saúde como uma das prioridades para o Grande Oeste. Criticou a necessidade de pacientes percorrerem longas distâncias para conseguir consultas e tratamentos.
“A regionalização da saúde é uma prioridade urgente”, afirmou.
O candidato citou os modelos de Goiás e Paraná como referências e defendeu a oferta de radioterapia e quimioterapia em Concórdia, considerando a importância do município para o atendimento à população regional.
Na avaliação de Rodrigues, os problemas da saúde pública passam pela falta de planejamento, projetos e organização dos serviços.
Críticas às condições das rodovias
Rodrigues também criticou as condições das rodovias que dão acesso a Concórdia. Afirmou que o atual governo teve três anos e meio para encaminhar soluções e atribuiu a demora nas licitações a questões político-partidárias.
Segundo ele, os processos poderiam ter avançado antes, permitindo a conclusão das obras e melhores condições de deslocamento para os moradores da região.
Ao comparar sua proposta com a atual administração, disse que pretende adotar o estilo de gestão utilizado em Chapecó, reproduzindo no Estado obras e ações que considera bem-sucedidas.
Rodrigues também afirmou que a prosperidade catarinense está ligada principalmente à capacidade das empresas e dos trabalhadores. Em sua avaliação, o desenvolvimento econômico convive com regiões empobrecidas e demandas que ainda precisam de maior atenção do poder público.
Para o candidato, a campanha amplia o conhecimento sobre Santa Catarina e permite conhecer mais de perto as necessidades de cada região.





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