A Prefeitura de Chapecó, por meio da Secretaria de Cultura, juntamente com a 10ª Promotoria de Justiça da Comarca de Chapecó e a Associação Chapecoense de Futebol receberam uma obra de arte concebida como símbolo de memória, homenagem e esperança, dedicada às vítimas do acidente aéreo ocorrido em 2016. De autoria do artista Roberto Claussen, a obra foi produzida como resultado de um Acordo de Não Persecução Penal firmado com o Ministério Público de Santa Catarina. Participaram do ato, o Prefeito de Chapecó, Valmor Scolari, o presidente da Associação Chapecoense de Futebol, Alex Passos, o Promotor de Justiça, Diego Roberto Barbiero, além de empresários, diretoria do clube, comunidade e imprensa.
A criação presta homenagem às pessoas que perderam suas vidas no acidente, entre integrantes da delegação da Associação Chapecoense de Futebol, jornalistas, empresários e demais pessoas ligadas a Chapecó e à região. Por meio da arte, a obra contribui para preservar suas memórias e manter viva a lembrança de um acontecimento que marcou profundamente a história de Chapecó, do Brasil e do mundo. Após a entrega ao Município, a obra será destinada ao Museu da Chapecoense, onde será preservada e apresentada ao público, contribuindo para a valorização da memória e para que essa história permaneça viva e seja conhecida pelas futuras gerações.
OBRA TÍTULO DA OBRA DE ARTE: “MEDALHÃO HISTÓRICO DA CHAPECOENSE”
A obra de arte apresentada em forma de painel trata-se de uma releitura do medalhão histórico desenvolvido e criado pelo escultor Claussen para a Chapecoense, em um dos momentos mais marcantes e emocionantes da história do clube, de Chapecó e do futebol mundial.
Naquele ano de tantas emoções, homenagens e solidariedade, o Brasil e o mundo adotaram a Chapecoense como um time do coração — e, para muitos, também da alma. Diante da comoção provocada pela tragédia, o mundo parou. Chapecó e Medellín, unidas pela dor, receberam o abraço e a solidariedade de pessoas de diferentes lugares, que se uniram em torno do consolo, do apoio, do respeito e da esperança. Esta obra é a lembrança da lembrança.
É a representação de um brasão com a identidade da Chapecoense, circundado por 71 estrelas, em homenagem às 71 vidas que partiram e em reconhecimento àqueles que se tornaram eternos campeões da Copa Sul-Americana. Mais do que uma obra de arte, este painel constitui um registro de um tempo marcado pela solidariedade, pela união e pela capacidade humana de transformar a dor em memória, afeto e esperança. É também uma demonstração de como o futebol e a arte podem aproximar pessoas, unir cidades, conectar nações e revelar aquilo que temos de mais humano.
A arte tem, entre tantas funções, a missão de registrar a história e preservar sentimentos que não podem ser esquecidos. Que esta obra permaneça como testemunho para todos aqueles que a contemplarem, lembrando-nos de que a esperança e o amor não morrem. Permanecem vivos na memória, nas histórias que contamos e nas marcas que deixamos. Esta obra é isso: a arte contando uma história viva e, ao mesmo tempo, escrevendo uma pequena parte dela.
Que cada olhar lançado sobre esta obra possa despertar uma reflexão sobre a vida, sobre a importância de valorizar aqueles que amamos e sobre a força que existe quando pessoas se unem em torno de um mesmo sentimento. Deixo, nesta obra, todo o meu carinho por Chapecó, cidade que se tornou exemplo de força e solidariedade para o Brasil e para o mundo, e pela Chapecoense, time pelo qual tenho profunda consideração.
Recebam este trabalho como um gesto de carinho, respeito e gratidão. Que viva a memória. Que viva a esperança. Que viva o amor. Viva a Chapecoense!
PORTFOLIO
Roberto da Silva Claussen é escultor e designer com quarenta anos de carreira, autodidata, trabalha com diversos tipos de materiais como ouro, prata, bronze, pedras, alumínio, ferro, aço, cerâmica e madeira.
Utilizando-se de várias técnicas o artista passa do figurativo para o abstrato com sutileza. Considerado um artista defensor da sustentabilidade denominando seu trabalho de “eco arte”, explora os cinco elementos - terra, água, fogo, ar e amor. Seus trabalhos são reconhecidos em mais de trinta países. Apesar de ser premiado dezenas de vezes, não se envaidece muito com isso.
Aprendeu com Oscar Niemeyer e Bruno Giorgi, que o mais importante é o trabalho e que o artista é um veículo de inspiração vinda do universo superior. Sua obra figura ao lado de Bruno Giorgio e Alfredo Ceschiatti, no Palácio do Planalto, em Brasília.
O artista também tem obras no acervo da Galeria do Vaticano, em acervos públicos da Bélgica e Países Baixos, devidamente catalogadas. Recebeu o título de Comendador de Arte pela Instituição Carlos Gomes, concedido pela embaixada brasileira na Itália. É associado ao Sindicato dos Artistas Plásticos do Estado de São Paulo - Comitê Nacional Brasileiro da AIAP/UNESCO, registrado em Brasília como designer, ceramista e artista plástico pela Associação dos Artistas Plásticos do Rio de Janeiro.





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