Marcelinho joga muito. Mas na Secretaria está de “migué”

Marcelo Pagnoncelli, o Marcelinho, é um belo jogador de futebol. Este jornalista já teve oportunidade de vê-lo atuando como meia no futebol de campo. Joga muito. Tem qualidade, visão de jogo e dá resultado. Tanto que há equipes que o contratam e pagam para tê-lo em campo.


Mas, usando justamente um vocábulo do futebol, na Secretaria de Desporto a impressão que fica é que Marcelinho está de “migué”.

 

Afinal, quem manda hoje na Secretaria de Desporto de Concórdia?

 

Em regra, quem manda na administração é o prefeito, que escala seus secretários para comandar cada setor. E foi o próprio prefeito Fábio Ferri (PL) quem colocou Lucas Roman oficialmente no exercício da Secretaria de Desporto até 2 de outubro, em razão do afastamento de Pagnoncelli.

 

Só que Marcelinho está afastado e continua aparecendo no comando.

 

Olhando de fora, pode até parecer bonito. O cidadão olha e pensa: “Puxa vida, o secretário está afastado e, mesmo assim, continua trabalhando”.

 

Mas é justamente aí que está o problema.

 

O afastamento permite que Pagnoncelli tenha o dia livre para participar da campanha eleitoral do grupo político que comanda o governo municipal. Nada a questionar quanto a isso, desde que observadas as regras aplicáveis.

 

O que precisa ser explicado é outra coisa: se está afastado e existe outro servidor oficialmente designado para responder pela Secretaria de Desporto, por que continua comandando atividades da pasta?


Não dá para tirar férias ou se afastar para ter liberdade durante o dia para fazer campanha eleitoral e, depois, voltar à condição de secretário quando há uma atividade da pasta para comandar.

 

Ou está afastado, ou está no exercício da função.


Primeiro, Pagnoncelli comandou a reunião da Série A do Interiorano. Agora, nesta sexta-feira (25), aparece novamente à frente da reunião com as equipes das Séries B e C.


Então fica difícil entender a escalação.

 

Se Lucas Roman é o secretário em exercício, é ele quem deveria estar tocando a pasta. Se Marcelinho continua comandando reuniões e conduzindo as atividades, então seu afastamento, na prática, fica difícil de compreender.

 

Talvez tenha chegado a hora de o prefeito Fábio Ferri dar aquele conhecido “freio de arrumação”.

 

Porque a coisa começa a degringolar.

 

Marcelinho sabe muito bem que, no futebol, quando ninguém entende mais quem está jogando, quem está no banco e quem é o treinador, alguém precisa parar o jogo e organizar o time.

 

Na Prefeitura não é diferente. E quem escala o time é o prefeito.