Vídeo traz ex-governador em cenas produzidas por inteligência artificial e reforça a enxada como um dos símbolos da campanha do candidato do MDB ao Senado
A campanha de Antídio Lunelli (MDB) ao Senado utilizou inteligência artificial para recriar Luiz Henrique da Silveira em um vídeo que resgata a ligação política entre o candidato e o ex-governador e ex-senador catarinense.
Na peça, Luiz Henrique aparece assinando a ficha de filiação de Lunelli ao MDB. Na recriação produzida por IA, ele olha para Lunelli e diz:
“Um dia você vai ser meu senador.”
Na sequência, enquanto são apresentadas imagens da trajetória de Lunelli, a voz atribuída a Luiz Henrique deixa outra mensagem:
“Não desiste. Santa Catarina vai precisar de você.”
O encerramento concentra boa parte da simbologia construída pela campanha. Lunelli aparece com uma enxada, enquanto Luiz Henrique, recriado por inteligência artificial, balança a cabeça em sinal de aprovação, numa cena que remete à mensagem inicial — quase como um “eu te disse”.
A enxada não aparece por acaso.
O utensílio tem sido um dos símbolos utilizados pela campanha de Lunelli. Filho de agricultores, o candidato explora sua origem no campo e se apresenta como alguém que começou a vida como colono antes de se tornar empresário, prefeito de Jaraguá do Sul e deputado estadual.
Lunelli afirma que pretende levar a enxada para o Senado. O objeto passou a representar, nas peças eleitorais, o discurso de alguém que pretende chegar a Brasília sem abandonar as origens e disposto a enfrentar práticas políticas das quais afirma discordar.
A mensagem se conecta ainda a outra linha adotada pelo candidato durante a campanha. Lunelli afirma não ter “rabo preso com ninguém” e sustenta que terá independência para tomar suas decisões no Senado, dizendo que, se for necessário, está disposto a “virar a mesa”.
O vídeo procura, assim, unir duas imagens: a tradição do MDB catarinense representada por Luiz Henrique da Silveira e o personagem político que Lunelli apresenta nesta eleição — o colono de enxada na mão que pretende levar esse símbolo para Brasília.
Luiz Henrique da Silveira morreu em 2015. As falas, imagens e movimentos atribuídos a ele na peça não são uma gravação real, mas uma recriação produzida com inteligência artificial para a campanha de Antídio Lunelli.





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