A vereadora Ingrid Fiorentin (PT) fez cobranças relacionadas à Educação durante pronunciamento na Câmara de Vereadores de Concórdia. O principal ponto levantado foi a situação do CMEI Mundo da Criança, onde, segundo ela, houve falta de profissionais e principalmente de estagiários nesta semana.
De acordo com Ingrid, a deficiência de pessoal precisa ser suprida para garantir o atendimento adequado às crianças. A vereadora também apontou a falta de transporte coletivo para o bairro onde está localizado o CMEI como uma das dificuldades enfrentadas pelos profissionais.
“Hoje lá faltaram muitos profissionais e principalmente estagiários”, afirmou.
Segundo a vereadora, a ausência do transporte coletivo dificulta o deslocamento de quem trabalha na unidade.
“Uma das questões que a gente precisa entender também da falta de profissionais lá no CMEI Mundo da Criança é a falta de transporte coletivo para aquele bairro. Aquele bairro não tem transporte coletivo e isso dificulta muito o acesso tanto de professores como de estagiários para estarem atendendo naquele CMEI”, declarou.
Educação Especial e grupo de WhatsApp
Ingrid também relatou ter recebido informações de professores sobre mudanças no sistema utilizado pela Secretaria Municipal de Educação para o registro de acompanhamentos e atividades.
Segundo ela, neste primeiro momento, professoras da Educação Especial não estariam fazendo diretamente no novo sistema os registros que vinham realizando até então. A vereadora defendeu que as ferramentas estivessem disponíveis simultaneamente, argumentando que isso seria necessário para garantir equidade entre os estudantes da Educação Especial e os demais alunos.
Outro episódio mencionado por Ingrid chamou a atenção durante o pronunciamento. Conforme relatou, uma professora teria organizado um grupo de WhatsApp para debater essas questões e, menos de meia hora depois, teria sido convocada a comparecer à Secretaria de Educação.
A vereadora afirmou esperar que não exista qualquer retaliação ou perseguição em razão da iniciativa.
“Eu quero acreditar que essa professora não vá sofrer nenhuma retaliação e nenhuma perseguição quanto a isso, quanto a ter organizado um grupo de WhatsApp para a gente estar debatendo essas questões”, disse.
Ingrid classificou como uma “coincidência” o curto intervalo entre a criação do grupo e a convocação.
“Realmente foi muita coincidência. Questão de meia hora, a professora já está sendo chamada na Secretaria de Educação. Então eu espero que não haja aqui o domínio dos corpos e das mentes também dos nossos educadores”, afirmou.
Fernanda Dilda fala em “teto de vidro”
A vereadora Fernanda Dilda (PL) também utilizou a tribuna e reagiu ao discurso feito anteriormente. Sem citar Ingrid nominalmente, Fernanda retomou a expressão “domínio de corpo e mente”, utilizada pela petista, e fez um alerta sobre os discursos no Legislativo.
“Nós vivemos um momento muito delicado, não podemos, por defeso eleitoral, manifestar algumas coisas ou citar algumas coisas aqui, mas precisamos ter muito cuidado com os discursos”, afirmou.
Fernanda então fez referência à manifestação anterior.
“Eu quero apenas falar do discurso que foi feito anteriormente aqui e dizer que, quando se fala de domínio de corpo e mente, tem que ter muito cuidado para não ter teto de vidro. É só isso que eu quero me referir”, declarou.
Prefeito deixa sessão após pronunciamento
O prefeito Fábio Ferri (PL) estava no plenário acompanhando a sessão e participando das homenagens realizadas pela Câmara. Enquanto Ingrid fazia as cobranças relacionadas à Educação, Ferri demonstrou inquietação em alguns momentos.
Logo após a vereadora encerrar o pronunciamento, o prefeito deixou o plenário e não permaneceu para a continuidade das homenagens previstas na sessão.
Não é possível afirmar que a saída de Ferri tenha ocorrido em razão das manifestações de Ingrid. O certo é que o prefeito acompanhou o pronunciamento, demonstrou inquietação durante a fala e deixou a sessão logo depois que a vereadora concluiu sua manifestação.





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