O ex-governador de Santa Catarina e pré-candidato à Câmara dos Deputados pelo PSD, Raimundo Colombo, defendeu a ampliação da representação catarinense no Congresso Nacional e a retomada do diálogo político como caminho para a realização das reformas estruturantes que o país necessita. As declarações foram feitas durante entrevista à Rádio Cidade em Dia, de Criciúma.
Ao falar sobre sua decisão de voltar a disputar uma eleição, Colombo afirmou que aceitou o desafio motivado pelo compromisso de contribuir com Santa Catarina e fortalecer a representação política do Estado em Brasília, especialmente da Serra Catarinense. “Tenho uma história construída em Brasília, fui deputado federal e senador. Houve um pedido da região da Serra para que eu voltasse a disputar uma eleição e entendi que poderia colaborar novamente com minha experiência, meus relacionamentos e minhas ideias para ajudar Santa Catarina”, afirmou.
Um dos principais temas abordados pelo ex-governador foi a necessidade de ampliar a representação catarinense na Câmara Federal. Segundo Colombo, o Estado é prejudicado pela atual composição da bancada. “Nós deveríamos ter 20 deputados federais e temos apenas 16. A Constituição é muito clara ao estabelecer que a representação deve acompanhar o tamanho da população. Santa Catarina cresceu, mas continua sub-representada. Essa perda política enfraquece o Estado e prejudica o nosso desenvolvimento”, destacou.
“Aumentar a presença catarinense em Brasília é fundamental para fortalecer a defesa dos interesses do Estado e ampliar sua capacidade de influência nas decisões nacionais”.
Na entrevista, Colombo manifestou preocupação com o ambiente político nacional e o desgaste das instituições. Segundo ele, o Brasil precisa avançar em reformas profundas, mas isso somente será possível com mais diálogo e menos radicalização. “Se tem alguém favorável às reformas, sou eu. O problema não é a necessidade das mudanças, mas a forma como elas são conduzidas. O argumento precisa convencer. A melhor ideia tem que prevalecer e isso só acontece quando existe diálogo”, afirmou. “A polarização excessiva tem dificultado a construção de soluções para os desafios do país”.
O ex-governador também defendeu reformas no Executivo, no Judiciário e no sistema político, além de maior controle sobre a execução das emendas parlamentares.
Colombo lembrou que você pode discordar da mensagem, mas não precisa odiar o mensageiro. “Quem pensa diferente não é inimigo. Essa política baseada no confronto permanente já se esgotou. O Brasil precisa voltar a discutir propostas e construir consensos para avançar”, ressaltou. “Estamos crescendo menos que muitos países da América Latina. Precisamos enfrentar os problemas estruturais e fazer as mudanças necessárias. Sem reformas, continuaremos andando mais devagar do que deveríamos”, observou.
Ao analisar o quadro político para 2026, Colombo afirmou que o cenário ainda está aberto e que os partidos vivem um período de organização interna, definição de candidaturas e construção de alianças. “Ninguém ganhou a eleição e ninguém perdeu a eleição ainda. O momento agora é de organizar as chapas, construir alianças e apresentar propostas. A campanha efetivamente começa mais adiante, quando os candidatos passam a ser mais conhecidos pela população”, avaliou.
Segundo ele, o eleitor demonstra crescente insatisfação com a polarização nacional e busca alternativas que priorizem resultados, diálogo e desenvolvimento. “Eu acredito que as pessoas estão cansadas do conflito permanente. O Brasil precisa de mais construção, mais entendimento e mais esperança. É isso que a sociedade espera da política”, concluiu.





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