No Rio Grande do Sul, Caiado defende unidade da centro-direita e admite diálogo com Zema para 2026

O pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou neste sábado (30), durante agenda no Rio Grande do Sul, que mantém conversas com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), em busca de uma possível convergência da centro-direita para as eleições presidenciais de 2026.

 

Segundo Caiado, o objetivo neste momento é evitar divisões entre os partidos e lideranças que fazem oposição ao governo federal. O pré-candidato defendeu que as diferentes candidaturas da centro-direita mantenham diálogo e construam um ambiente de unidade para a disputa eleitoral.

 

“Estamos conversando, mas buscando neste primeiro momento que não haja uma desagregação da centro-direita. Que possamos chegar harmônicos ao segundo turno”, declarou.

 

Caiado afirmou ainda que a prioridade é fortalecer um projeto comum capaz de enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas urnas. Ele não descartou uma composição antes do primeiro turno, mas admitiu que um eventual alinhamento poderá ocorrer apenas na segunda etapa da disputa.

 

Nos bastidores, o PSD trabalha com diferentes cenários para a eleição presidencial. O presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, já admite a possibilidade de uma chapa puro-sangue, com candidatos a presidente e vice-presidente do próprio partido.

 

A declaração foi dada durante a passagem de Caiado pelo Rio Grande do Sul. Neste sábado, ele participou, ao lado do governador gaúcho Eduardo Leite (PSD), do lançamento da chapa que disputará a sucessão estadual, encabeçada pelo vice-governador Gabriel Souza (MDB).

 

A agenda do pré-candidato começou na sexta-feira (29), com compromissos em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, e em Porto Alegre. Além de encontros políticos, Caiado participou de reuniões com lideranças partidárias e de um jantar com aliados.

 

O movimento reforça as articulações da centro-direita para as eleições de 2026 e demonstra que, apesar das pré-candidaturas já colocadas por PSD e Novo, as negociações para uma eventual composição nacional seguem abertas.