Esfaqueamento de aluno em escola estadual de Chapecó reacende debate sobre segurança nas escolas de Santa Catarina no plano de gestão de Jorginho Mello

O esfaqueamento de um aluno dentro de uma escola estadual de Chapecó reacendeu o debate sobre segurança nas escolas públicas de Santa Catarina sob o plano de gestão do governador Jorginho Mello.

 

O caso deve ampliar a pressão sobre o Governo do Estado e a Secretaria de Estado da Educação em relação às políticas de prevenção à violência, mediação de conflitos e controle de segurança dentro das unidades escolares estaduais.


Embora episódios de violência também atinjam redes municipais e particulares, o caso desta sexta-feira (22) ocorreu dentro de uma escola da rede estadual em Chapecó, colocando novamente em discussão a responsabilidade do Estado na garantia de um ambiente seguro para estudantes, professores e servidores.

 

Ao mesmo tempo, o episódio também acende um alerta para os municípios catarinenses. Afinal, como estão as condições de segurança, acompanhamento psicológico, prevenção de conflitos e controle de acesso nas escolas municipais e estaduais em Santa Catarina?

 

Um estudante de 15 anos ficou gravemente ferido após ser esfaqueado durante uma briga no Colégio Estadual Tancredo Neves, em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, na manhã desta sexta-feira.

 

De acordo com as informações preliminares, a confusão ocorreu durante o recreio, na área externa da escola. O adolescente ferido teria sido atingido por um golpe de canivete na região do abdome.

 

A vítima entrou em estado gravíssimo, sofreu choque hipovolêmico e uma parada cardiorrespiratória (PCR), precisando ser entubada ainda no local antes de ser encaminhada de helicóptero para atendimento hospitalar.

 

O suspeito do ataque é um adolescente venezuelano, de 17 anos, que foi conduzido pela Polícia Militar. Conforme os relatos iniciais, havia desavenças anteriores entre os envolvidos.

 

Segundo testemunhas, após a discussão no pátio da escola, o suspeito teria se aproximado da vítima e realizado o ataque utilizando um canivete dobrável. O episódio provocou correria entre os alunos que acompanhavam a movimentação.

 

Equipes do SAMU, SAER, motolância, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para atender a ocorrência.

 

Após o ataque, os estudantes começaram a ser liberados da unidade escolar.

 

A Polícia Militar e os demais órgãos de segurança seguem investigando as circunstâncias da ocorrência. A Secretaria de Estado da Educação também deve se manifestar oficialmente sobre o caso.

 

Foto: Clicrdc