Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam uma redução no número de adolescentes de 16 e 17 anos aptos a votar nas eleições de 2026 em comparação ao cenário registrado em 2022, quando o Brasil viveu um recorde histórico de emissão de títulos eleitorais entre os jovens.
Segundo levantamento da Justiça Eleitoral, o país contabiliza atualmente cerca de 1,6 milhão de adolescentes com situação eleitoral regularizada. Em 2022, esse número ultrapassou 2,1 milhões, impulsionado principalmente pela forte mobilização política nas redes sociais durante a disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL).
Naquele período, artistas, influenciadores digitais, movimentos estudantis e lideranças políticas promoveram campanhas nacionais incentivando adolescentes a tirarem o primeiro título de eleitor. O movimento ganhou força especialmente entre os jovens de 16 e 17 anos, faixa em que o voto é facultativo.
Especialistas apontam combinação de fatores
A redução registrada agora é atribuída a uma combinação de fatores políticos, sociais e demográficos. Entre eles, especialistas destacam a diminuição natural do número de adolescentes no Brasil, reflexo da queda da taxa de natalidade nas últimas décadas, além do arrefecimento da polarização política observada após o ciclo eleitoral de 2022.
Outro ponto citado é o desgaste provocado pelo ambiente político extremamente polarizado vivido no país nos últimos anos, o que teria afastado parte da juventude da participação eleitoral.
Mesmo com a queda, tribunais regionais eleitorais seguem promovendo campanhas de incentivo ao voto jovem em vários estados. Em Mato Grosso, por exemplo, o TRE registrou crescimento expressivo no eleitorado adolescente após ações dentro das escolas e campanhas digitais voltadas ao público jovem.
Participação jovem virou símbolo em 2022
Nas eleições presidenciais de 2022, a participação dos jovens foi tratada como um dos símbolos da mobilização política nacional. O crescimento no número de títulos emitidos para adolescentes chegou a superar 50% em relação a 2018.
O cenário atual, no entanto, demonstra uma desaceleração desse engajamento. Ainda assim, especialistas avaliam que os números finais de 2026 poderão sofrer alterações conforme a consolidação definitiva do cadastro eleitoral e o fechamento oficial dos dados pelo TSE.





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