Mesmo sem a cobrança pelo uso das vagas, o estacionamento rotativo de Concórdia segue gerando um volume expressivo de autuações.
Dados obtidos via Lei de Acesso à Informação mostram que, entre 1º de janeiro e 31 de março de 2026, foram aplicados 3.190 autos de infração por desrespeito ao limite de permanência de duas horas nas vagas da Área Azul.
As autuações foram realizadas por meio de videomonitoramento, utilizando o Sistema Vago.
Sem tarifa, mas com multa
Cada infração por excesso de tempo nas vagas do rotativo prevê multa de R$ 195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação.
Considerando o total de autos registrados no período, o potencial financeiro das multas ultrapassa R$ 622 mil, ainda sujeito à conclusão dos processos administrativos.
O problema nunca foi o pagamento
Os números ajudam a esclarecer uma questão central do debate sobre o estacionamento rotativo: o problema nunca foi o pagamento pelo uso da vaga, mas sim a falta de rotatividade.
Mesmo com a retirada da tarifa, a limitação de tempo segue sendo fiscalizada — e descumprida — em larga escala.
Em três meses, mais de três mil motoristas foram autuados por permanecer além do limite permitido, o que evidencia que a dinâmica do sistema continua baseada no controle do tempo de permanência, e não na cobrança.
Rotatividade segue como eixo do sistema
Na prática, o modelo mudou na forma, mas manteve o mesmo objetivo: garantir a circulação de veículos nas áreas de maior movimento da cidade.
Sem rotatividade, as vagas deixam de cumprir sua função — e é exatamente esse comportamento que segue sendo alvo das autuações.





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