Após uma série de movimentações internas e um desentendimento exposto em grupo de WhatsApp do partido, o PSD de Santa Catarina formalizou o pedido de expulsão do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto.
A decisão ocorre em meio ao avanço do projeto político liderado pelo prefeito de Chapecó, João Rodrigues, pré-candidato ao governo do Estado pela sigla.
O estopim da crise foi a posição pública de Topázio, que afirmou permanecer no PSD, mas declarou apoio à reeleição do governador Jorginho Mello (PL). A postura foi considerada incompatível com a estratégia do partido no Estado.
João Rodrigues reagiu de forma direta. Para ele, não é aceitável conduzir um projeto de candidatura própria ao governo tendo o prefeito da Capital alinhado com um adversário político. Nos bastidores, a avaliação foi de que Topázio deveria se licenciar ou deixar o partido.
Na sexta-feira, durante entrevista coletiva em Chapecó, o presidente estadual do PSD, Eron Giordani, afirmou que recebeu aval do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, para conduzir o projeto com candidatura própria ao governo, tendo João Rodrigues como nome prioritário.
O pedido de expulsão já foi protocolado e será levado à reunião dos membros do diretório estadual do PSD, marcada para esta quarta-feira (18), à noite, em Florianópolis. O colegiado deve deliberar, entre outros assuntos, sobre a permanência ou não de Topázio Neto nos quadros do partido.
Enquanto o PSD avança na consolidação da pré-candidatura de João Rodrigues, Topázio mantém sua agenda administrativa na Capital e, até o momento, não confirmou qualquer movimento de afastamento da sigla.






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