A falta de acessibilidade no Colégio Olavo Cecco Rigon, em Concórdia, voltou a ser alvo de cobrança pública após a divulgação de uma cena que mostra uma estudante cadeirante sendo colocada em uma van em meio à chuva, sem qualquer cobertura adequada no local de embarque e desembarque.
A situação foi denunciada em postagem nas redes sociais e em vídeo gravado pelo deputado Neodi Saretta (PT) que apontou uma série de problemas estruturais na unidade escolar e afirmou ter solicitado ao Governo do Estado providências urgentes para corrigir as deficiências.
Segundo ele, o problema vai além da ausência de cobertura para proteção dos alunos em dias de chuva. O parlamentar relatou que estudantes cadeirantes também não conseguem acessar o laboratório de informática, localizado no segundo piso do prédio. Além disso, as rampas que dão acesso à biblioteca e ao setor pedagógico teriam inclinação inadequada, comprometendo a circulação com segurança e autonomia.
No vídeo, o deputado afirma que a inclusão não pode ficar apenas no discurso e defende que a escola receba intervenções imediatas para garantir condições mínimas de acessibilidade. Entre os pedidos encaminhados ao Governo do Estado, estão a instalação de cobertura no ponto de embarque e desembarque e melhorias estruturais em diferentes áreas da escola.
A Escola de Educação Básica Professor Olavo Cecco Rigon é uma das mais tradicionais de Concórdia e aparece há anos em registros públicos e reportagens locais como uma das maiores unidades da rede estadual no município e na regional.
A estrutura da escola já foi motivo de cobranças públicas em outros momentos, inclusive por necessidade de reformas e melhorias de acessibilidade, o que reforça que o debate não é novo.
O caso agora reacende a discussão sobre inclusão real no ambiente escolar. Para além do discurso institucional, a acessibilidade precisa estar presente na entrada da escola, na circulação interna e no acesso efetivo a todos os espaços de aprendizagem.






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